Na tarde desta quinta-feira (10) Taciana dos Santos, moradora do Conjunto São Sebastião, participou da sessão da Câmara Municipal de Juazeiro. A estudante usou a tribuna da casa para falar sobre o atraso na entrega da creche que fica localizada dentro do conjunto habitacional pertencente ao programa do governo federal, Minha Casa, Minha Vida entregue em 2016.
Segundo a estudante de psicologia, o prazo para a entrega da obra era de 4 meses, mas já se passaram dois anos.
“Meu pedido é que parem de promessa e abra a creche. Nós estamos precisando, tem muitas mães que querem trabalhar e estudar e não conseguem”, disse a moradora. Taciana destacou a demanda das mães que moram no local e precisam usar a instituição para realizar as atividades.

O vereador Adauto Araújo (PTB) que já levou essa solicitação à prefeitura por várias vezes, lembrou que a obra era do governo e depois o município assumiu. “Já está com mais de 5 meses que essa creche está concluída e eu falei com a secretária e ela disse que no começo de fevereiro a creche seria aberta, entre o dia 10 e dia 15, e as mães sempre cobrando”, lembrou o parlamentar.
Outros vereadores se pronunciaram sobre o assunto, como Jaqueline Gouveia (MDB), e Romão França (PTB). Os edis apoiaram as cobranças e destacaram a importância da educação. Já o líder do prefeito na casa, o parlamentar Rafael Cearense (PODEMOS), disse que a prefeitura está empenhada em entregar todos os equipamentos.

Desde a promessa da Secretaria de Educação já se passou um mês e o equipamento ainda se encontra fechado. Do lado externo do prédio, a placa contendo as informações sobre o equipamento está prestes a cair e até provocar um acidente.
O que diz a prefeitura;
A reportagem do site entrou em contato com a Secretária de Educação de Juazeiro do Norte, Pergentina Parente, de acordo com a gestora, a creche é uma escola em convênio com o Governo do Estado e está concluída mas ficou a cargo do município equipar o prédio, as tentativas de licitações acontecem desde o ano passado mas nem todos os valores dos equipamentos são aprovados e as licitações precisam ser refeitas.
Texto e fotos: Regy Santos.

