Mercado de trabalho na área de desenvolvimento web é muito rico não só no Brasil, mas no exterior também. Levantamento realizado, na última segunda-feira (20), pelo Diário do Nordeste, no Linkedin Jobs, mostra que, nesta data, havia 5.202 oportunidades em todo o País. Só em São Paulo, era 2.412. Em Fortaleza, havia 123 vagas e, se pensarmos no Estado todo, há mais 10 oportunidades.
“Na área de tecnologia, esta é uma das que mais emprega. Toda empresa precisa de um site. Ela necessita de um sistema que vai gerenciar uma consulta médica, por exemplo, já que muitas companhias usam sistemas na internet até dentro das próprias lojas”, afirmou Jamilton Damasceno, instrutor de cursos de desenvolvimento Web na Udemy.
Salários
O salário é variável. Para iniciantes pode ficar entre R$ 1.300 e R$ 3.500. Já para os mais experientes e cargos de liderança passam do valor de R$ 11 mil, diz Bruno Barroso, desenvolvedor web cearense que está há um ano trabalhando em Portugal, após quase oito anos atuando no mercado cearense.
“O mercado em Portugal é um pouco mais rigoroso, exigindo, em 90% das vagas, o nível avançado de inglês e experiência. O programador ganha em média de 1.200 euros (R$ 5.532) a 2.500 euros (R$ 11.525). Vai depender do nível de experiência. Outros cargos, como consultor SAP ou Oracle, pagam bem mais, em média 4.000 euros (R$ 18.440). Os salários aqui não são tão altos, porém, acabaram compensando pelo baixo custo de vida. Os programadores brasileiros em Portugal são bem vistos e bem valorizados, então, arriscaria dizer para quem tem experiência e tem o desejo de mudar: Portugal tem vagas para escolher. Caso trabalhe em projetos de outros países, como Bélgica, Alemanha ou Holanda, os salários sobem para 5 mil euros”, afirmou Barroso.
Estudos
Não é necessário ter curso superior, mas sim estudar muito em cursos online ou por conta própria para se tornar um desenvolvedor web. De acordo com Leonardo Leitão, instrutor da Udemy, o que é preciso aprender vai depender muito de que área a pessoa vai atuar.
Porém, a linguagem JavaScript é reconhecida como uma das mais usadas, sem esquecer língua inglesa avançada. “Vai ter uma linguagem para dispositivos móveis, tanto para Android quanto para iOS e também para desktop, com mesma linguagem e códigos diferentes. Tem outras duas tecnologias que andam sempre juntas: HTML e CSS. Elas, em conjunto com o JavaScript, criam quase tudo que temos de Web”, disse Leitão.

