Neste domingo, 13, durante a convenção partidária do Partido Trabalhista Brasileiro o grupo de concursados de Juazeiro que está acampado em frente a prefeitura resolveu protestar em frente ao memorial Padre Cícero, local em que estava sendo realizada a convenção que oficializou a candidatura do prefeito Arnon Bezerra a reeleição.
Os representantes do grupo seguravam faixas e gritavam palavras de ordem. De acordo com Wagner da Hora, um dos representantes dos aprovados o intuito foi de causar uma maior visibilidade de mídia e gerar polêmica também entre a população, para o povo Juazeirense ver o que está acontecendo.
Wagner ainda contou a reportagem do Site A verdade Cariri que dois representantes do grupo adentraram no local da convenção mas foram impedidos de permanecer por integrantes da gestão municipal que ameaçaram chamar a polícia.
O vereador Demontier Agra (PSL) que vem acompanhando o concurso público de Juazeiro desde o começo e consequentemente a luta dos concursados, destaca que a situação de quem passou no certame de Juazeiro do Norte é algo inédito na cidade. “As dificuldades estão sendo após concurso, não antes”, disse. Para o parlamentar, não se explica o município ter mais de 4 mil contratados e não poder chamar os concursados.
Posicionamento da Gestão
Em entrevista ao site, A verdade Cariri, o procurador do município, Micael François afirma que o que impede os concursados de assumirem suas vagas agora é uma lei complementar federal de maio deste ano.
“No sábado entramos em contato com alguns representantes do concurso expondo que logo após a homologação do certame que se deu em março foi editada uma lei complementar, uma lei federal com validade em todo o país, essa lei é de maio, lei 173/2020 e uma das cláusulas desta lei era o impedimento de nomeação nos 180 últimos dias do mandato eletivo”, completa.
Tanto Micael quanto o prefeito Arnon Bezerra que também conversou com o grupo, afirmaram que já marcaram novos encontros com os representantes dos concursados.
Por Regy Santos.

