Na tarde desta quarta-feira (23) centenas de alunos do EEMTI Presidente Geisel Polivalente participaram de um protesto contra os supostos casos de assédio por parte de professores que estariam acontecendo na instituição, vitimando inclusive, alunos menores de idade.
Em conversa com o site A verdade Cariri, alunos relataram detalhes dos acontecimentos. Uma aluna do 1º ano afirma que um dos professores assedia constantemente as alunas, com olhares, gestos e cantadas maliciosas.
O pai da aluna também falou à reportagem, “Ontem a tarde ela ligou pra mim chorando dizendo o que tinha acontecido com ela algumas semanas atrás, porque ela ficou com medo de dizer quando aconteceu”, afirma. Ele ainda contou que foi à delegacia da mulher para relatar o ocorrido.
Outra aluna, também do 1º ano, disse que sofreu assédio por parte do professor de Geografia com contatos físicos, além disso, segundo a jovem, o professor se dirige aos adolescentes com palavras de baixo escalão, constrangendo os alunos. “Esse tipo de comportamento afeta o nosso psicológico, eu me senti muito mal”, contou.
Segundo informações dos próprios alunos, três discentes estariam envolvidos nos casos de assédio sexual e moral.
Procurada, a diretoria da escola não quis se pronunciar. O site entrou em contato com a assessoria de imprensa do CREDE 19, que nos enviou uma nota onde afirma que já existe um processo em andamento encaminhado pela escola a respeito do caso e que repudia assédio e importunação sexual ou qualquer tipo de violência. Segue nota na íntegra.
“A Secretaria da Educação (Seduc) informa que a diretoria da escola recebeu a denúncia. A Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (Crede) 19, responsável pelas escolas da região, está adotando as providências cabíveis. Reuniões com a comunidade escolar são realizadas para esclarecer questionamentos. A orientação é para que os fatos sejam apurados dentro da legalidade, assegurando a proteção ao sigilo individual dos estudantes, que são menores de idade.
A Seduc repudia assédio e importunação sexual ou qualquer tipo de violência. A secretaria orienta que os casos sejam registrados por meio da Ouvidoria, pela Central 155, e através das autoridades legais.
As políticas de combate ao assédio e outras formas de violência estão sendo fortalecidas na escola. Há momentos de reuniões e rodas de conversas, entre outras iniciativas.
A gestão escolar é orientada a conversar com as famílias. Da mesma forma, com os estudantes, que também são acompanhados por profissionais da área da psicologia.
A escola é considerada um espaço de respeito aos direitos humanos e de construção de cidadania. As Competências Socioemocionais foram incluídas no currículo das unidades de ensino, visando ao crescimento pessoal dos estudantes, à construção de projetos de vida, bem como à preparação para a vida acadêmica e profissional”.
Nota da Secretaria da Educação (Seduc).
Por Regy Santos.

