Opinião – Regy Santos
As obras paralisadas em Juazeiro do Norte, tem causado revolta na população. Dois equipamentos importantes, como o Hospital Infantil Maria Amélia e o Restaurante Popular, que servia principalmente a população de baixa renda e situação de rua, estão como elefantes brancos na cidade há um bom tempo.
A prefeitura, através do gestor Gledson Bezerra (Podemos), pediu essa semana para que o povo cobre ao governo do estado do Ceará, que após fechar convênio das obras com a administração, não enviou o recurso para terminar os equipamentos. Em fala apelativa, o chefe de Juazeiro quase pediu para a população pegar o telefone e ligar para Elmano de Freitas (Governador).
O posicionamento político do prefeito e a falta de habilidade nas articulações, fechou portas com o governo. A proximidade do pleito eleitoral de 2024, deu início ao jogo do empurra. Enquanto o governo não libera os recursos para finalizar os prédios, o gestor e seus aliados se vitimizam diante dos moradores. Outras obras também estão paralisadas à espera da resolução desse impasse de cunho político.
Ao eleitor, uma reflexão, quando a obra está pronta, todos são pais, quando a obra está parada e vira obstáculo político, se transforma em uma batata quente e é jogada nas mãos do povo.

